quarta-feira, 27 de abril de 2011

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De regresso para o último periodo escolar, decidimos voltar ao nosso blog com uma noticia recente relacionada com o nosso tema e que nos pode ajudar a ter uma vida mais saudável:


Uma maçã por dia: não sabe o bem que lhe fazia!

Fruto ajuda a reduzir colesterol e a emagrecer

2011-04-13

Investigadores consideram maçã como “fruto milagroso”.
Investigadores consideram maçã como “fruto milagroso”.

Já o provérbio inglês diz que “uma maçã por dia mantém o médico afastado” (“An apple a day keeps the doctor away”), ou seja, deixa-nos mais saudáveis. Agora, um estudo publicado hoje vem reforçar esta ideia acrescentando que reduz o colesterol e emagrece.

A investigação liderada por
Bahram Arjmandi, do departamento de Nutrição da Universidade da Flórida (EUA), apresentada durante o Congresso anual de Biologia Experimental 2011, avança que a pectina e os polifenóis – antioxidantes presentes na pele das maçãs que ajudam a eliminar resíduos e toxinas no organismo – melhoram ainda o metabolismo dos lípidos e reduzem a produção de moléculas inflamatórias vinculadas ao risco de padecer de problemas cardíacos.
A equipa de Arjmandi analisou uma amostra de 160 mulheres, com idades compreendidas entre os 45 e 65 anos, dividindo-as aleatoriamente em dois grupos: metade consumia uma maçã por dia (75 gramas diárias durante um ano) e a outra tinha de comer uvas passas durante o mesmo período de tempo.


Após três, seis e 12 meses, fizeram análises ao sangue das participantes e descobriram alterações nos níveis de colesterol, poucos meses depois de iniciarem esta prática. As mulheres que comeram as maçãs reduziram em 23 por cento o colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL), ou seja, o “mau colesterol” e aumentaram em quatro por cento o de alta densidade (HDL), o “bom colesterol”.


Para além de trazer este benefício, o consumo diário de uma maçã ajudou as voluntárias a reduzirem o peso. Apesar de ingerirem mais 240 calorias por dia, perderam em média 1,4 quilos, graças ao efeito de saciedade da pectina. A equipa de investigadores já o baptizou de “fruto milagroso”. A maçã é rica em vitaminas, sais minerais, fibras, água e fitonutrientes, e é ainda escassa em gordura saturada, colesterol, sódio e calorias.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Estando este período a acabar, não podiamos ir de férias sem antes actualizar o nosso blog, que vai ficar em stand by até as aulas recomeçarem.


Queriamos desejar-vos uma Boa Páscoa e umas boas férias! No entanto, como não podemos deixar que os excessos nesta época festiva prejudiquem o nossa saúde, o nosso conselho é:
                                                                            
                                       MEXAM-SE!


terça-feira, 29 de março de 2011

EXERCÍCIO FÍSICO

Este mês é destinado ao exercício físico, por isso aqui apresentamos maneiras fáceis e práticas para melhorar o seu estilo de vida. 
'Sabia que os indivíduos com melhor aptidão física especialmente aqueles que realizam actividades aeróbias de maior duração, como a corrida e o ciclismo tendem a ter uma frequência cardíaca mais baixa que as pessoas mais sedentárias, tanto em situação de repouso como na realização de um mesmo exercício? E que nas primeiras semanas de um programa de Actividade Física, as pessoas previamente sedentárias podem baixar a sua frequência cardíaca em cerca de 1 batimento/minuto por semana?'



Experimente fazer estes exercícios em casa e depois aprenda a relaxar como no seguinte vídeo:




PROTEGE O TEU CORAÇÃO! :) 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Escovar os dentes reduz risco de doenças cardiovasculares

Homens, fumadores e diabéticos devem redobrar cuidados

Escovar os dentes, além de prevenir cáries, gengivite e outras doenças bucais, faz bem ao coração.

É o que indica a pesquisa escocesa publicada recentemente em artigo no British Medical Journal, que afirma: não escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia pode aumentar risco de doenças cardiovasculares em até 70%.

A pesquisa mostrou que homens fumantes e com outros problemas de saúde como: diabetes, hipertensão arterial ou obesidade, costumavam não escovar os dentes pelo menos duas vezes ao dia.

As doenças cardíacas podem estar ligadas a problemas na gengiva, cuja inflamação pode provocar obstrução das artérias, causando problemas no coração.

"Os resultados da pesquisa confirmam as suspeitas de alguns especialistas de que doenças bucais estão ligadas a problemas cardiovasculares", afirma Dr. Eduardo Rollo Duarte, dentista e periodontista.

A integração das áreas de odontologia e médica favorece diagnóstico precoce de doenças cardíacas e diminuiu o agravamento das já existentes.

Estão no "grupo de risco" das doenças cardiovasculares homens, fumadores, obesos e diabéticos, e uma das formas de preveni-las é o constante cuidado com a higiene bucal.

"Por mais simples que pareça, escovar os dentes e ter acompanhamento dentário regularmente diminuiu os risco", afirma Dr. Eduardo.

"Ao se iniciar um tratamento dentário deve ser informado ao dentista que se tem diabetes, pois alguns dos procedimentos serão alterados em função disso", completa o especialista.

Está cada vez mais comprovado que a saúde bucal é fundamental, não só para evitar problemas nos dentes e gengivas, como para que todo o organismo e órgãos vitais funcionem perfeitamente.

Fonte: www.saudeplena.com.br

Mês temático da Prevenção de Doenças Cardiovasculares

No âmbito do mês temático que decorreu no mês de Fevereiro afixámos vários panfletos, aqui estão eles:




Entrevista realizada a um cardiologista

Para a concretização de mais uma tarefa do nosso projecto, optámos por realizar uma entrevista via e-mail a um cardiologista da zona de Aveiro.

1. Qual a patologia mais comum?

Ao formularem a pergunta pensaram só nas doenças cardiovasculares no adulto.
Por simples dicotomia direi que há doenças cardíacas CONGÉNITAS e ADQUIRIDAS.
As doenças congénitas estão presentes desde o nascimento e resultam de alterações na formação do feto.
Podem ser muito graves, apresentando sintomas logo no nascimento ou nos primeiros dias de vida, (obrigando a intervenções cirúrgicas) ou pouco importantes do ponto de vista cardíaco e revelando-se no nascimento, na adolescência ou vida adulta.

Também por dicotomia se fala que até aos anos 50-60 predominavam as doenças infecciosas atingindo o coração. A febre reumática provocava alterações em especial nas válvulas mitral e aórtica, hoje corrigidas por cirurgia.

Com a revolução industrial e a melhoria das condições de vida, assiste-se ao aparecimento das mais comuns doenças da actualidade: Hipertensão arterial, aterosclerose e doenças isquémicas (angina de peito, enfarte cardíaco, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, arritmias) responsáveis pelo maior nº de óbitos no mundo ocidental.

2. Porque é que é importante a avaliação cardiovascular?

A avaliação cardiovascular permite
2 a - O despiste de pacientes ainda sem doença detectável.
2 b – Os pertencentes a famílias com incidência de mortes cardiológicas em idades ainda precoces.
2 c – Os portadores de factores de risco major. Tabaco, Hipertensão arterial, diabetes, hipercolesterolémia, etc, etc.
2 d – Os que já apresentam doença cardíaca.

 
3. Qual a percentagem (aproximada) de pessoas que morrem no país vítimas de doenças cardiovasculares?

 Pode considerar-se que os óbitos por doença cardiovascular é de cerca de 40%.
 
4. Quais os agentes do quotidiano que aumentam o risco de doenças cardiovasculares?

Quase tudo o que comemos, bebemos, respiramos podem ser agravantes de doença cardíaca com maior ou menor intensidade. Há que reduzir ou abolir os mais tóxicos e agravantes:
Abolir o tabaco e estupefacientes
Reduzir sal, açúcar (doces). Comer vegetais, fruta; reduzir carnes vermelhas aumentando as brancas e o peixe.
Evitar ambientes poluídos (ar, ruído) e situações de stress.
 
5. Os factores imutáveis são os factores genéticos. Isso é uma condenação ou podemos fazer alguma coisa para evitar que isso aconteça nessas pessoas?

Á luz dos conhecimentos actuais diremos que ainda é uma condenação mas não poderemos ficar de braços cruzados.
Se nascemos homem ou mulher ou se somos mais jovens ou mais velhos não poderemos alterar estas premissas mas podemos adoptar estilos que nos irão dar mais e melhor vida.
 
6. A incidência do enfarte do miocárdio é de quatro a cinco vezes mais comum nos homens e pessoas com mais idade. Porquê?

Fundamentalmente pela protecção hormonal. Os enfartes em mulheres depois dos 50 anos começa a subir e é quase igual à dos homens a partir dos 60 anos.
Pensa-se que em mulheres jovens que tomam anticonceptivos e fumam o enfarte aparece mais cedo e mesmo antes dos 40 anos.
 
7. Qual o papel do coração em relação á morte súbita?

Com efeito o coração é um dos maiores, se não o maior culpado, da morte súbita.
O aparecimento de arritmias graves em “corações sãos” ou em patologias cardíacas já conhecidas e não medicadas são a causa mais frequente.
 
8. Com o avanço dos anos, é notável que a incidência de doenças cardiovasculares é cada vez mais numa idade precoce do que há alguns anos atrás.
Esse facto deve-se principalmente a quê? E porquê?

Em primeiro devido à tecnologia que nos ajuda a fazer diagnósticos mais precoces e depois ao estilo de vida (mau) com o início em idades muito jovens, meninice, de “mimos” altamente agravantes dessas doenças.
 
9. Em questão de tecnologias na saúde cardiovascular, como é que Portugal está? Está retrógrado ou avançado?
Bem para não dizer muito bem. Se a economia permitisse ter em todos os hospitais centrais tecnologia de ponta então estaríamos muito bem já que material humano não falta.

10. Que recomendações faz ao grupo sobre as doenças cardiovasculares?

- Não iniciar ou deixar de fumar
- Não iniciar ou deixar as bebidas alcoólicas já que as/os jovens cada vez mais cedo se iniciam e abusam (shots, cerveja).
- Não iniciar estupefacientes
-Reduzir doces, bolos, açúcar, sal
- Vigiar a tensão arterial pelo menos uma vez/ano. Se em duas ou mais determinações os valores forem superiores a 140/70 falar com o médico.
- Análises sanguíneas e electrocardiograma uma vez ano.
- Trocar o sofá, o comando da televisão, o telemóvel e as mensagens a cada segundo, por caminhadas ao ar livre, desportos aeróbicos, efectuados com regularidade, 3 vezes por semana.
Diminuir a ingestão alimentar global e reduzir o peso. A medida da cintura abdominal é um bom indicador na prevenção cardiovascular. Não esquecer que a anorexia é uma causa de morte nas jovens.

Temos a agradecer ao cardiologista Dr. Camões Sobral pelo apoio e ajuda que nos deu, pois sem o Dr. Camões não seria possível a realização desta tarefa.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Novas pistas sobre a origem genética dos problemas cardíacos

Novas pistas sobre a origem genética dos problemas cardíacos

Apesar de se saber que o tabagismo,o consumo de álcool, a alimentação pouco saudável e a falta de exercício físico  elevam o risco de problemas cardíacos, também há condições de ordem genética que podem induzí-los.

Estudos de grande escala permitiram identificar 13 novas variantes genéticas que elevam o risco de uma pessoa apresentar doenças cardíacas.

Foram também confirmadas outras dez, pelo que este trabalho pode contribuir para a compreensão da origem de problemas cardíacos  e para o desenvolvimento de novos tratamentos e mais eficazes.
Um artigo publicado na "Nature Genetics" indica que o consórcio internacional de investigadores analisou dados de 14 estudos de associação genómica anteriores, em que foram avaliados os perfis genéticos completos de 22 mil pessoas de origem europeia com históricos de doença cardíaca ou ataque cardíaco e de 60 mil pessoas saudáveis.

Os resultados deste trabalho, que foi quase dez vezes  mais abrangente do que o segundo maior estudo de genoma completo realizado até hoje, mostram que, do total de 23 variantes conhecidas hoje, sete estão ligadas aos níveis de mau colesterol , ou LDL, e um é associado à hipertensão, ambos factores conhecidos de risco para doenças cardíacas.

Contudo, outras variantes não têm  qualquer relação com factores de risco cardiovascular conhecidos,  facto que, segundo os cientistas, abre novas oportunidades para investigações e descobertas futuras.

Desta forma, dizem os investigadores, pode compensar mapear o perfil de variantes genéticas para problemas cardíacos. Estes poderiam ser utilizados no atendimento clínico de rotina e permitir planos mais personalizados de prevenção ou tratamento.

"Com esta informação, provavelmente teremos melhores condições para identificar desde cedo as pessoas com um grau de risco elevado, podendo então tomar rapidamente as medidas necessárias para neutralizar o risco excessivo", disse Themistocles Assimes, da Universidade Stanford, nos EUA e um dos muitos cientistas de vários países que participaram no estudo.
 

Notícia retirada do site: www.cienciahoje.pt