sábado, 12 de fevereiro de 2011

Refrigerantes “light” podem prejudicar o coração a longo prazo

Os refrigerantes light ou sem açucar foram ganhando terreno no mercado ao longo dos últimos anos. Muitos consumidores preferem esta alternativa a bebidas açucaradas e calóricas, cujo consumo excessivo está associado a um maior risco de doenças cardiovasculares.

No entanto, podem ter sido induzidos em erro, visto que uma nova investigação sugere que estas opções menos doces podem ser  prejudiciais ao coração, a longo prazo. Se acordo com os dados recolhidos neste trabalho, alguns preliminares, o consumo de refrigerantes light está associado até 60 por cento mais de probabilidades de se sofrer de problemas vasculares.

“Caso os nossos dados sejam  confirmados em estudos futuros, podemos dizer que os refrigerantes light não são os melhores substitutos das bebidas açucaradas, quando se trata de nos protegermos das doenças cardiovasculares”, sublinhou Hannah Gardener, investigadora da Miami Miller School of Medicine (EEUU) e  autora principal deste estudo, durante a sua apresentação  na  International Stroke Conference, que está a decorrer em Los Angels.

A investigação foi feita ao longo de nove anos com um total de 3289 participantes de diferentes raças, com uma idade média de 40 anos. Entre outros assuntos, responderam a questões sobre o tipo e quantidade de bebidas que consumiam e o seu historial médico.

Durante este período, foram detectados 559 problemas cardiovasculares, como acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos ou isquémicos. Alguns destes casos, depois de avaliados outros factores de risco - idade, sexo, origem de cada indivíduo -, foram associados ao consumo de bebidas light, de acordo com os investigadores.

Apesar das conclusões deste estudo, os seus autores admitem que os resultados ainda não podem ser considerados definitivos, pois a sua metodologia não alterou a influência de outros factores fundamentais, como a alimentação ou o exercício. Como tal vão ser realizados novas investigações no sentido de assegurar a veracidade destes dados.

Notícia retirada do site: http://www.cienciahoje.pt/

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Panfletos afixados no recinto escolar durante o mês de Janeiro

No âmbito da disciplina de Área de Projecto, criámos panfletos sobre alguns tipos de doenças cardiovasculares, os seus principais sintomas, algumas medidas de prevenção e figuras públicas que sofreram tais doenças.

Aqui estão os panfletos afixados:



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Entrevista a um doente cardiovascular portador de pacemaker


  1. Como se designa a sua patologia cardiovascular?
           Bloqueio Aurículo-Ventricular completo

  1. Há quanto tempo possui o pacemaker?
           5 anos

  1. Como era a sua vida antes de saber que teria de o usar?
          Tinha uma vida completamente normal, não excedia no álcool, não fumava e tinha uma vida saudável e activa.

  1. Quais as razões/causas?
          Em 1985 foi-me diagnosticado um sopro cardíaco mas só em 2005 fui operado. Implantaram-me um anel mitral para corrigir esse problema. Mas essa operação provocou um bloqueio atrioventricular (distúrbio de condução do impulso cardíaco) e passados 4 meses tive uma bradicardite sintomática (redução acentuada do ritmo cardíaco). Foi aí que tiveram de me implantar um pacemaker.

  1. Como lhe foi dada a notícia?
          Tudo isto aconteceu muito rápido. Um dia senti-me muito cansado e fui medir a pulsação, como me tinha sido recomendado pelo médico, e estava muito baixa. Fui para o hospital de Aveiro e aí recebi a notícia que me tinham de fazer a operação de urgência para implantar um pacemaker temporário. Só no dia seguinte implantaram o definitivo. Nem tive tempo de assimilar o que me estava a acontecer. Só caí em mim quando estava no hospital em recuperação.

  1. Quais as maiores preocupações/medos em saber que teria que usar um aparelho para o ajudar a viver?
          Como já disse, tudo isto foi muito repentino. Não tive preocupações nenhumas antes da operação. Talvez também por causa da baixa pulsação, estava bastante tranquilo.

  1. De que maneira aceitou o facto de que teria de fazer uma cirurgia, em que consistia em implantar uma “pilha” para ajudar o seu coração a bater?
          Na altura, só queria que cuidassem de mim, pois não me tinha informado sobre o que era um pacemaker. Uma das coisas que poderia ser um factor de risco, era o tabaco, mas eu tinha deixado de fumar há bastantes anos.

  1. Quais as maiores desvantagens que o aparelho apresenta?
          Penso que o aparelho não apresenta nenhumas desvantagens. Até me esqueço que o tenho! Só se nota um pequeno “alto” à beira do ombro que, se as pessoas não souberem, podem achar estranho e perguntar. O que não me incomoda de forma alguma.

  1. A sua rotina é de alguma forma feita em relação ao pacemaker?
          Faço a minha vida normalmente, sem sequer pensar que tenho este pequeno aparelho. Não me impede de fazer nada, embora não deva trabalhar com máquinas eléctricas, nem ter o telemóvel no peito. Por vezes não cumpro estas recomendações, mas nos exames de rotina que tenho de fazer de 6 em 6 meses não tem havido alterações e para já ainda ‘tenho bateria’ para mais uns aninhos.

  1.  O que aconselharia a uma pessoa que tivesse de fazer esta cirurgia?
          Se algum dia alguém precisar de recorrer a esta operação, peço que não fiquem preocupados. A recuperação não é dolorosa e, por experiência própria, não condiciona a nossa vida. Muito pelo contrário.

Agradecemos ao Sr. Mauro por ter colaborado e respondido a todas as nossas questões.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Entrevista a uma doente cardiovascular

Para perceber como era a vida quotidiana de um doente com problemas cardiovasculares, realizamos uma pequena entrevista a uma senhora com 71 anos.

Entrevista a um doente cardiovascular

1. Antes do acidente vascular cerebral (AVC), qual era a sua rotina em termos de prevenção de doenças cardiovasculares?
R: «Como era diabética e tinha colesterol já sabia do cuidado a ter na alimentação, ia muitas vezes ao médico para controlo da medicação. Não andava muito a pé porque tenho um problema no joelho, mas caminhava sempre que podia.»
2.Qual era o seu estilo de vida, antes do AVC?                                     
R: «Acho que era activa, dentro do possível nunca estava parada.»

3.Durante a sua vida até ao surgimento do AVC, sentiu que tinha algum problema cardiovascular?
R: «Sentia-me muito agitada. O coração às vezes disparava com muita força.»

4.Quais os sintomas que antecedera ao AVC?
R: «Ia a caminho de casa de uma amiga e quase ao chegar senti um formigueiro pelo corpo todo até na cara e ao mesmo tempo a senti a cara um bocado torta.»

5.Quando se manifestou o AVC, estava sozinho?
R: «Estava sozinha e resolvi voltar para casa.»

6.Quais as medidas tomadas durante o AVC?
R: «Entretanto resolvi ir à farmácia e a médica disse-me que estava a ter um AVC. Chamou o INEM e fui ao Hospital de Braga fazer um TAC. Depois vim para Barcelos e fiquei internada 8 dias. Afectou-me o lado direito do corpo. Falei sempre.»

7. Como foi feita a recuperação após o incidente?
R: «A recuperação até foi rápida, com fisioterapia todos os dias. Também não tive grandes sequelas após o AVC. Hoje sou autónoma.»

8.De que forma a sua rotina foi alterada depois deste acontecimento?
R: «Deixei de me enervar, fico triste muitas vezes apesar de ser uma pessoa bem-disposta e alegre. Estou sempre com receio que o AVC volte a repetir. Ainda tenho mais cuidado com a alimentação e sempre que posso saio de casa.»

9.Toma algum medicamento para a prevenção de tais doenças?
R: «Tomo medicação para a cabeça, controlo do sangue, osteoporose, tensões, para dormir, para as diabetes e colesterol.»

10.Previne alguns dos seus amigos através da sua experiência?
            R: «Só quando me perguntam, e às vezes dou algumas recomendações para o perigo de se ter um AVC.»

11.Depois desta entrevista, qual é o seu conselho para o grupo que está a tratar deste assunto? Que mensagem deixava ao público em geral para prevenir esse mal?
            R: «Estas meninas que tenham cuidado com os hábitos de vida porque senão a factura é muita cara e não vão haver os familiares para cuidar de nós. Tenham cuidado com a alimentação, não comer gorduras nem em excesso, não comer muito há noite, façam sempre exames de rotina através de consulta do médico de família, fazer exercício no dia-a-dia e deixar correr os problemas porque tudo se resolve, é só dar tempo ao tempo.»


Queremos ainda agradecer á assistente social Fernanda Simões pelo apoio e ajuda que nos deu, pois sem ela não era possível esta entrevista.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Beber cerveja previne doenças cardiovasculares

Bebida deve ser acompanhada por dieta mediterrânica


O consumo moderado de cerveja faz bem à saúde. Esta é a conclusão de um estudo da Universidade de Barcelona, apresentado no Colegio Oficial de Médicos de Asturias, que revelou que o consumo de bebidas fermentadas acompanhado de uma dieta mediterrânica ajuda a evitar problemas de diabetes e hipertensão.

O facto de a cerveja provocar uma gordura anormal também já foi refutado pelos especialistas. Segundo o estudo elaborado pelo Hospital Clinico da Universidade de Barcelona e pelo Instituto de Saúde Carlos III, a cultura da alimentação mediterrânea e o consumo moderado da bebida não provocam aumento de massa corporal nem acumulação de gordura na cintura.
Os investigadores testaram milhares de participantes com mais de 57 anos, de nove comunidades espanholas, com alto risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Os voluntários beberam entre um quarto e meio litro de cerveja e ao mesmo tempo alimentavam-se com refeições típicas da dieta mediterrânica.

Os resultados assinalaram que, devido ao álcool e aos aditivos não-alcoólicos, a cerveja pode fazer bem à saúde e os indivíduos não aumentaram de peso e alguns começaram mesmo a perder uns quilos. Neste contexto, os cientistas recomendam três copos de cerveja por dia as mulheres e dois aos homens, desde que acompanhados pela dieta equilibrada e complementada com algum exercício físico.

A bebida fermentada mantém as propriedades alimentícias dos cereais para além de ser rica em ácido fólico, vitaminas, ferro e cálcio, servindo de escudo ao sistema cardiovascular. Também comprovaram que os bebedores regulares de cerveja, em quantidades moderadas, têm menos risco de sofrer de doenças como diabetes e hipertensão.

Contudo, recorde-se que o consumo moderado de cerveja só tem um efeito preventivo quando associado a uma dieta mediterrânica. Em contrapartida, quando acompanhado, por exemplo, por uma dieta anglo-saxónica, e uma alimentação à base de comida "fast food", pode ter um efeito negativo.

Curiosidades sobre o sistema cardiovascular

No âmbito da disciplina de Área de Projecto, foram afixadas algumas curiosidades acerca do sistema cardiovascular.

Ora, cá estão elas:

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

‘’Protege o teu Coração’’

Pertencemos a um grupo de Área de Projecto que se encontra a desenvolver um trabalho no âmbito da prevenção das Doenças Cardiovasculares.
As Doenças Cardiovasculares representam a maior causa de morte em Portugal e é no sentido de diminuir estas estatísticas que o grupo está a trabalhar através da prevenção.
São vários os factores que contribuem para o aparecimento destas doenças e depende de cada um de nós fazer com que o futuro da saúde dos Portugueses seja mais risonho do que tem sido até agora. Factores como o exercício físico, a prática de uma alimentação cuidada e a interacção social são alguns dos subtemas que o grupo irá explorar ao longo deste ano lectivo e é nossa prioridade fazer com que as consciências despertem para este tipo de práticas.
Através deste blog, o grupo irá dar a conhecer a todos os visitantes um vasto leque de actividades lúdicas por nós realizadas ao longo do Projecto, bem como os resultados dos estudos e inquéritos já realizados. O visitante tem, assim, prioridade no que toca ao esclarecimento de dúvidas relacionadas com este tipo de diagnósticos, ao mesmo tempo que se auto-enriquece e diverte.
O blog terá ainda uma zona dedicada à partilha de experiências e informações, onde os interessados poderão entrar em discussão entre si e daí tirar o melhor proveito. O grupo tem como objectivo final fazer deste blog uma paragem obrigatória a todos aqueles que procuram saber mais acerca destas doenças, bem como partilhar opiniões e ajudar-nos a enriquecer progressivamente o trabalho a que nos dispusemos.
Envelhece com saúde, protege o teu coração!

O grupo de AP 2010/2011
Ana Salomé;
Leandra;
Joana Génio;
Maria Inês;
Marisa Freixinho.